É sobre isso que eu quero conversar com você.
Ana Côrtes
Psicóloga • Comportamento Humano
Antes de perguntar simplesmente:
“Por que você fez isso?”
talvez seja preciso olhar para tudo o que aconteceu antes.
O que você estava pensando?
O que estava sentindo?
Que experiências estavam influenciando aquele momento?
Quais crenças estavam presentes?
O que o contexto estava provocando em você?
Nosso comportamento é resultado de uma história muito maior do que aquilo que conseguimos enxergar em um primeiro momento.
Compreender essa história não significa retirar a responsabilidade pelas nossas escolhas.
Significa ter mais clareza sobre o que nos influencia — e, a partir daí, poder escolher de forma mais consciente.
Você revisita uma conversa.
Pensa no que poderia ter dito.
Imagina outros desfechos.
Volta para uma decisão.
Pensa:
“E se eu tivesse feito diferente?”
Tenta antecipar todos os cenários possíveis.
Procura uma explicação para aquilo que aconteceu — ou uma garantia de que não vai acontecer novamente.
Só que, às vezes, quanto mais tentamos encontrar respostas, mais presos ficamos nas mesmas perguntas.
Meu trabalho parte justamente dessa curiosidade:
o que existe por trás daquilo que pensamos, sentimos e fazemos?
Há situações que não podemos mudar, decisões que não podemos refazer e acontecimentos que nunca teremos como prever completamente.
Ainda assim, é comum permanecermos presos tentando encontrar uma explicação definitiva para aquilo que já aconteceu — ou uma garantia de que aquilo que tememos não vai acontecer.
Compreender o próprio comportamento não é encontrar todas as respostas.
É perceber o que está por trás dos nossos pensamentos, emoções, escolhas e reações.
E, a partir dessa compreensão, reconhecer o que está ao nosso alcance.
Porque talvez não seja possível mudar o que aconteceu.
Mas podemos escolher o que fazer a partir daqui.
Sou psicóloga e, ao longo da minha trajetória, fui percebendo que meu interesse pela Psicologia vai muito além do consultório.
Gosto de observar o que existe por trás das nossas escolhas, reações e comportamentos.
Por que determinada situação nos afeta tanto?
Por que repetimos determinados padrões?
O que influencia uma decisão?
Quanto das nossas reações vem daquilo que vivemos, acreditamos, sentimos ou do contexto em que estamos?
Psicologia
Terapia Cognitivo-Comportamental
Pós-graduação · PUC
Psicopatologia
Pós-graduação
Neurociência
Pós-graduação em andamento · Hospital Sírio-Libanês
Escolhas · Emoções · Relações · Crenças · Decisões · Comportamento.
Uma conversa. Uma decisão. Uma relação. Uma notícia. Uma perda. Um filme. Uma situação aparentemente banal.
Tudo pode revelar alguma coisa sobre a forma como pensamos, sentimos e agimos.
A adolescência é uma fase de construção de identidade. Mudanças hormonais, sociais e emocionais tornam natural sentir-se perdido(a). A terapia ajuda a entender quem você é, o que pensa e o que quer, com segurança emocional.
A TCC ajuda a identificar pensamentos automáticos como “preciso ser perfeito” e substituí-los por percepções mais equilibradas. O foco é desenvolver autoconfiança e estratégias para lidar com a pressão de forma saudável.
Sim. Muitos adolescentes têm dificuldade de nomear emoções. A terapia ensina a reconhecer e expressar sentimentos sem medo de julgamento.
A comparação é comum, mas desgastante. Trabalhar o autoconhecimento e a autocompaixão ajuda a focar no próprio processo e não no padrão dos outros.
O primeiro passo é entender os pensamentos e comportamentos que te mantêm preso(a). Na TCC, você aprende a identificar padrões e criar novos hábitos alinhados aos seus valores e objetivos.
Grande parte da ansiedade vem de tentar controlar o que ainda não aconteceu. A terapia ensina técnicas de reestruturação cognitiva e presença no momento atual, reduzindo a necessidade de prever tudo.
Muitas vezes, repetimos padrões aprendidos na infância. A terapia ajuda a identificar crenças inconscientes e a construir novas formas de se relacionar com mais equilíbrio e segurança emocional.
Sim — e é mais comum do que parece. A terapia trabalha a crença de que “valer algo é produzir sempre”, ajudando a reconhecer que descanso também é produtividade emocional.
Esse comportamento geralmente vem de crenças ligadas à necessidade de aprovação e medo de rejeição. Na terapia, você aprende a se colocar sem culpa e a fortalecer limites saudáveis.
A sobrecarga emocional muitas vezes vem da tentativa de dar conta de todos os papéis (profissional, mãe, parceira, filha). A terapia ajuda a organizar prioridades e reconhecer que você não precisa ser perfeita para ser suficiente.
Aprender a dizer não é um ato de autocuidado. A TCC trabalha a assertividade e a percepção de que colocar limites não é egoísmo, é respeito por si mesma.
A insegurança pode estar ligada a distorções cognitivas — pensamentos automáticos que distorcem a realidade. A terapia ajuda a desafiar essas crenças e a construir uma visão mais realista e fortalecida de si.